Sobre a obra
O que acontece quando a história da humanidade é observada como se estivéssemos vendo o homem — e depois Cristo — pela primeira vez? Publicado originalmente em 1925, O Homem Eterno é uma das grandes obras de G. K. Chesterton sobre cristianismo, história e natureza humana. O ponto de partida é uma crítica às narrativas que apresentam o homem como simples continuidade do animal e o cristianismo como mais uma etapa na evolução das religiões. Chesterton percorre as pinturas das cavernas, as primeiras civilizações, Egito e Babilônia, o mundo greco-romano, a mitologia, a filosofia antiga, as religiões comparadas e o confronto entre Roma e Cartago para destacar aquilo que considera singular no ser humano: arte, razão, religião, liberdade e consciência moral. Na segunda parte, o olhar se volta para Cristo. Os Evangelhos são examinados dentro do cenário religioso e histórico que os precedeu, comparando a figura de Jesus com mitos, filósofos e fundadores religiosos para discutir por que o cristianismo não se encaixa facilmente nessas categorias. A narrativa acompanha ainda o nascimento e a expansão da Igreja, as grandes heresias e aquilo que Chesterton chama de “as cinco mortes da Fé”: momentos em que o cristianismo pareceu destinado a desaparecer, mas voltou a ocupar um lugar decisivo na história. Escrito depois da conversão de Chesterton ao catolicismo, o livro é apresentado pelo próprio autor como um estudo “mais histórico do que teológico” e organiza seu argumento em duas partes complementares: “Sobre a criatura chamada homem” e “Sobre o homem chamado Cristo”.Esta edição de 2026 oferece tradução integral de Anderson Abreu diretamente da edição inglesa de Hodder & Stoughton de 1925, conservando a Nota prefatória, a Introdução, os quatorze capítulos, a Conclusão e os dois apêndices. Inclui ainda introdução do tradutor e 621 notas reunidas ao final do volume. Uma edição indicada para leitores de Chesterton e para interessados em apologética cristã, filosofia da história, religião comparada, pensamento católico e nas relações entre fé, razão, cultura e civilização.