Sobre a obra
Bonita, inteligente, rica e acostumada a fazer a própria vontade, Emma Woodhouse tem vinte e um anos e uma confiança quase inabalável em seu julgamento. Vivendo em Highbury, um tranquilo povoado inglês onde visitas, jantares, bailes e conversas sobre os vizinhos ocupam boa parte da vida social, ela encontra uma diversão especial em aproximar casais e imaginar que compreende perfeitamente os sentimentos alheios. Depois de atribuir a si mesma o casamento de sua antiga preceptora, Emma decide transformar a jovem Harriet Smith em seu novo projeto. Convencida de que pode melhorar suas relações e escolher para ela um pretendente mais adequado, começa a interferir em decisões que parecem simples, mas que envolvem amor, posição social, dinheiro e futuro. O problema é que Emma interpreta olhares, palavras e intenções com muito menos precisão do que imagina. Enquanto cria romances para os outros, não percebe o que acontece diante de seus próprios olhos — nem compreende inteiramente o próprio coração.Com diálogos afiados, situações constrangedoras e a ironia característica de Jane Austen, o romance acompanha uma heroína que precisa descobrir os limites de sua influência e aprender a distinguir boas intenções de verdadeira consideração pelo outro. Publicado originalmente em 1815, Emma também retrata uma sociedade em que casamento, fortuna, reputação e classe social determinavam grande parte das possibilidades de uma mulher. Esta edição apresenta tradução integral de Maria Vitória Gomes Menezes, reunindo os três volumes e os 55 capítulos do original, além de introdução, posfácio e notas sobre costumes, referências e jogos de palavras da época.