Sobre a obra
E se a verdadeira riqueza não fosse medida apenas pelo dinheiro acumulado, mas também pelas horas que ainda podem ser escolhidas e compartilhadas? Em Rico É Quem Tem Tempo, Paulo Henrique propõe repensar a prosperidade a partir de uma conta que raramente aparece no orçamento: o tempo. Ao longo de dezesseis capítulos distribuídos em cinco partes, o autor relaciona trabalho, consumo, finanças pessoais, vida familiar e disponibilidade para mostrar como cada compra, parcela e compromisso também possui um custo em horas. O livro aborda a chamada “pobreza de tempo”, situações em que a renda cresce enquanto a liberdade diminui, e convida o leitor a converter gastos em horas de trabalho para perceber com maior clareza o preço real das escolhas. A proposta não é abandonar o consumo, romantizar a pobreza ou transformar economia em privação, mas buscar medida: gastar com propósito, guardar para objetivos concretos e reconhecer quando o padrão de vida começa a exigir mais tempo do que devolve.Entre os temas aparecem orçamento familiar, poupança, compras por impulso, crédito, vaidade, trabalho bem-feito, educação financeira dos filhos, decisões em casal e o destino do que sobra. Cada etapa traz exemplos cotidianos e exercícios práticos, como calcular o valor da própria hora, experimentar um período sem compras, organizar uma reunião financeira em família e identificar habilidades, dinheiro ou tempo que podem beneficiar outras pessoas. A ideia central atravessa todo o volume: prosperidade não é simplesmente possuir mais, mas construir uma vida em que ainda seja possível dizer “tenho uma hora para você” sem transformar esse gesto em sacrifício. Uma leitura voltada a quem deseja reorganizar a relação com dinheiro e trabalho sem perder de vista aquilo que nenhuma conta bancária consegue recompor: o tempo.